terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Inception



È estranho eu dizer isto: Mas não consegui escrever um poema


Não abdiquei do que sinto, não abdiquei de quem amo, de quem quero, de quem necessito ter ao meu lado ontem hoje e amanha. Nunca consegui mostrar-te um quarto do que sinto, do que era contigo e acima de tudo do que sou sem ti.

Nunca fui perfeito, mas insisti que o teria de ser, tinha de ser, queria o ser, esqueci-me que a perfeição não existe, esqueci-me acima de tudo que poderia ser perfeito aos teus olhos bastava ser eu, ser um mesmo desde o inico.

Lembro-me de quanto sorrias para mim, de quando te rias, de quando me abraçavas, acima de tudo lembro-me quando sabia que te consegui-a fazer verdadeiramente feliz, era a melhor sensação do mundo saber que consegui-a fazer alguem rir, fazer alguem sorrir, mas o melhor era saber que eras feliz comigo, sinto saudades desses tempos, dos nossos passeios, das nossas conversas, de sermos nós mesmos.

Custava-me ver-te infeliz, custava-me discutir contigo e custa-me não te ter agora comigo, sinto saudades tuas, cada dia que passa é mais dificil mesmo que possa não parecer custa, doi, ver-te e não te puder abraçar, saber que te tinha e estupidamente fomo-nos separar, custa acordar e não ter aquela mensagem de bom dia que me deixava todo radiente e feliz, custa-me deitar e saber que não irei receber nada teu, nunca pensei sentir-me tão vazio, tão só, mas acima de tudo depender tanto de ti, querer-te tanto assim, mas ambos so vimos isso mesmo no fim.

Queria ver-te a sorrir, saber que esse sorriso era meu, saber que tinha sido eu quem te o deu, queria ter longas conversas como tinhamos, queria o teu apoio, queria te apoiar, queria que me contasses o teu dia, o que correu bem, o que correu mal como faziamos. Ès o melhor de mim, contigo não só ensinei mas tambem aprendi, ensinas-te me a ver que uma pessoa não deve pagar pelos erros do passado, mas que acima de tudo quando ama-mos alguem deveriamos fazer tudo para a ter-mos do nosso lado, gostava de te ter entendido mais, de te ter ouvido mais, de ter sido mais e melhor.

Poderia ter feito isto e aquilo, ter dito isto e nao ter dito aquilo, mas a verdade é que não o fiz, a verdade é que não o disse, sei que parte da culpa é minha deveria ter pensado mais em ti, como te sentias em vez de ter me cegado a mim mesmo com a tentativa de ser perfeito, continuas e serás sempre importante para mim, o pouco que vivemos ficará comigo, aqui guardado, vou recordar esse sorriso lindo, de quando vinhas toda feliz para me veres, de quando te encostavas a mim para te abraçar, mas acima de tudo quando dizias que me amavas, que era a pessoa certa para ti, o quanto tinhas desejado teres me só para ti.

Não mudava nada em ti, muito menos na relação, bem ou mal foi sincera, foi verdadeira se voltasse atras no tempo sei que não seria tão intensa como a primeira, não seria tão vivida, tão honesta, tão simples, tão correcta. Quando te digo e dizia que te amo, era sincero apenas não fui pelo caminho mais certo, agradeço-te pelo apoio, por teres sempre confiado em mim, obrigado por me fazeres ver que não paga o justo pelo pecador, desculpa todas as discuções e a dor, e desculpa se nunca te consegui mostrar metade do que sinto por ti

Ontem, hoje e amanha

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Allways about you



Não és desde sempre
Mas por mim serias para sempre

Amor verdadeiro espera
Amor verdadeiro nunca se cansa
Amor verdadeiro luta, enquanto houver esperança

Dois seres não se juntam
Mas sim aprendem-se a completar
Tornando-se num só
Isso é o significado de amar

Quando o sentimento é verdadeiro
A alma nunca se cansa
Mesmo que possa vir a perder a esperança

12 meses, 365 dias por ano
Desejava-te ter na minha vida
Durante todo o ano

Não me importavam as tempestades
E os dias de sol
Bastava ter-te ao meu lado
Para os meus dias serem melhores

Iria amar-te, sem nunca conhecer esse fim
Iria querer esse sorriso
Todo o dia para mim

Iria escrever sobre ti
Iria viver a pensar em ti
Teria uma vida somente sobre ti

Serias a minha maior vitória
Até no tempo de derrota
Serias como um mundo
Sem ter o inicio ou ate mesmo a rota

Serias o melhor para mim
Serias tudo o que sempre quis
Mas acima de tudo serias
Quem me iria fazer feliz

sábado, 17 de dezembro de 2011

Algo sobre nós


Pois dizer que te A-M-O mesmo assim seria pouco

Minha cabeça sempre foi um caos
Sempre foi uma confusão
Consumada por tanta frustração

Sempre fui fechado
Calado e reservado
Preferindo estar sozinho
E não ter ninguem ao lado

Sempre fiz as coisas sem confiança
Sempre deixei-me ir a baixo
Quando nao fazia ou dizia uma coisa bonita, mais certa

Nunca gostei de me pegar a ninguem
Pois sempre tive medo de um dia a ver partir
Sempre tive medo de não ter ninguem para me ouvir

Nunca fui de rir
Muito menos sou de chorar
Sou daquele tipo de pessoas
Que prefere não se mostrar

Quando gosto
Sei que gosto de verdade
Corria meio mundo pela minha cara metade

Custa-me olhar para ti
Todos os dias e saber que já não te posso abraçar
Custa-me passar por ti
E já nem te puder tocar

Custa-me não ter uma sms tua ao dormir
E outra ao acordar
Custa-me não te ter e ver o tempo a passar

Queria ser bom
Queria ser decente
Queria ser qualquer coisa
Que se assemelhásse há gente

Queria conseguir sentir-me bem
Sentir-me completo
Custa, já não te ter por perto

Puder saber que te tinha
A todo o instante comigo
Enquanto juntos, percorriamos um caminho

Ambos só nos apercebemos do que éramos
Quando as nossas costas ficaram voltadas
Só agora é que nos apercebemos
De como as coisas não deviam ter sido acabadas

Queria melhorar
Melhorar ao teu lado
Queria ser teu tanto no bem
Como consequentemente no mal

Abraçar-te nos dias dificeis
Apoiar-te nos dias mais complicados
E puder recordar mais tarde
Os momentos contigo passados

A nossa base não se baseava
Se o namoro era perfeito, se havia imensa intimidade
Tinhamos e temos uma ligação
Bem forte na verdade

Queria apoiar-te mais
Pelo que nunca consegui apoiar
Queria dar-te o que prometi
Mas pela minha cabeça comecei a falhar

Queria fazer-te feliz
Queria fazer-te realizada
Queria dar-te tudo
Ao ponto de não precisares de mais nada

Amo-te não só pelo que tu és
Mas tambem pelo que significas
Pois passado 4 anos
Ambos tivemo-nos nas nossas vidas

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Here With Me


And I won't go
I won't sleep
I can't breathe
Until you're resting here with me


Não dei conta de te ver partir
Muito menos dei conta
De te ter visto chegar
Enquanto o tédio comecava-se, a consumar

Ar, afastar
Começar de novo
Escrever e riscar
Qualquer coisa só para o tempo passar

Velho, usado
Simples e riscado
É como se fosses uma lufada de ar fresco
Quando passas ao meu lado

Firme, forte
Quem não luta, não vive
Apenas sofre

Vazio, oco
Ficou aquele sabor
A saber a pouco

Passado, presente
O meu futuro inconsciente
Mas ao mesmo tempo persistente

Se não for eu
Mais ninguem o será por mim
Se cair e nunca me levantar
Poucas seriam as pessoas dispostas a me ajudar

Sempre te tive por perto
De dia e de noite
Sempre tive o teu carinho
A tua preocupação

Sempre me vi contigo
Sempre me senti contigo
É pena já me teres esquecido

domingo, 11 de dezembro de 2011

Iridescent



"É para sempre" dizia ela
Pelos vistos nada é para sempre não é?

Lembra-te de mim, pelo que era
Lembra-te de mim, por aquilo que sempre quis ser
Lembra-te de mim e na enorme vontade de te ter

De te puder ver
E ao mesmo tempo, de te puder abraçar
Pequenas vitórias que ninguem as podia tirar

Rissos e mais rissos
Brincadeiras e mais palhaçadas
Eram momentos como esses
Em que ninguem se importava

Era tão teu, como tu eras tão minha
Era tão presente
Como tu um pilar na minha vida

Lembra-te de quando nos magoávamos
Lembra-te do quanto éramos estupidos
Mas mesmo assim resultávamos

Lembra-te de mim como uma pessoa
Que esteve sempre ou quase sempre ao teu lado
Dias e noites contigo passado
Sem dando importancia ao lugar ou ao estado

Tão imprudente, tão lucido
Mas ao mesmo tempo tão inconsciente
Em não ver a verdade há minha frente

O que é teu será sempre teu
O que é nosso, dificilmente alguem conseguiri-a apagar
Aqueles pequenos hábitos
Ou aqueles velhos lugares

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Páginas em branco



Deixo páginas em branco
Para que um dia alguem
As possa vir a preencher


Perante os meus medos
Eu sabia com quem contar
Perante os meus fracassos
Eu sabia quem estaria lá para me apoiar

De cabeça erguida
E alma levantada
Eu sigo o meu caminho
Nesta longa estrada

Nunca fui e mesmo que quissese
Dificilmente conseguiria fugir, ao meu passado
Não sei o meu presente
Nem o que o futuro, tem para mim guardado

Sei que já perdi muita gente
Já perdi quem eu amava
Já desiludi muitas pessoas
Talvez tenha sido esta a minha paga

Não preciso mais de me sentir bem
De me sentir amado
Dispenso essas palavras
Quando nunca me mostras-te esse significado

Não caminho mais ao lado
De quem não quer ser ajudado
Não me afecto mais por quem
Nunca deu valor ao meu lado

Andas cega
Já não sabes distinguir
O que esta certo, do que esta errado
Mas tambem já esta na hora
De aprenderes um bocado

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Não é bom o suficiente



Fazia do seu toque
Uma grande e pequena fantasia
Ela dizia que me amava
Mas isso não se vi-a


Sempre me questionei
Sempre me esforcei
Para tentar perceber
Se contigo seria alguem

Se seria melhor
Se continuaria a errar
Se conseguiria abrir os olhos
Que há muito levei a fechar

Se tu erras o certo
Ou se foi sempre eu, o errado
Se conseguiria fazer-te feliz
E tambem ser feliz ao teu lado

Hoje faço em duvidas
As minhas incertezas
Hoje desfaleço
Nas minhas tristezas

Nunca precisei de muito
Para me sentir realizado
Só queria paz de espirito
E um bom bocado

Queria gestos em vez de palavras
Queria sentimentos
E não coisas ditadas

Queria algo que sentisse
E soubesse que era verdadeiro
Não me sentir como algo, passageiro

Fechei os olhos
Pois sempre tive tendencia de os fechar
Quando já estava cheio
Ou quando já não sabia, qual era o meu lugar

domingo, 30 de outubro de 2011

O pouco de mim



Ao longo da minha vida
Sei que vou ter muita coisa por dizer
Agora eu digo, no dia em que parar de escrever
È porque estarei quase a morrer

Sentimentos pragmáticos
Com uma fiada de vazio
Já escrevi tantos poemas
Que até já perdi o fio

Já vi tantos rostos
Prenchidos com alegria
E outros tantos com infelicidade
Já vi pessoas a baterem no fundo
Quando eram boas de verdade

Conheci gente fantastica
Onde muita entrou no meu coração
Enquanto outras não passaram de conhecidos
De uma tremenda desilução

Já errei, já falhei
Já soube o que era ser feliz
Já soube o que era sofrer
Já vive um pouco de tudo
Até já soube quase o que era morrer

Sempre que cai, mesmo com dificuldade
Sempre me consegui levantar
Sempre regresei mais forte
E com uma enorma vontade de lutar

Sempre te soube, ou pelo menos
Sempre te tentei apoiar
Mesmo que não tenha conseguido
Não deixei de o tentar

Deite o meu carinho
Mal ou bem deite o meu amor
Mesmo que venha a viver sozinho
Tentarei ser feliz no meu interior

Nunca deixarei de escrever
Nunca deixarei de me expresar
Até mesmo que nao tivesse portatil
Numa folha eu iria continuar

Mesmo que não
Houvesse nada para dizer
Alguma coisa eu tentaria vos contar
Não importa o sitio
Muito menos o lugar

sábado, 29 de outubro de 2011

Pedaços de mim



Mudam-se os ventos
Mudam-se as vontades

Lento e ao mesmo tempo morno
É bom sentir a tua pele
No meu corpo

Perfeito e incorrecto
Plausivel e desejado
Aquele sentimento que perdora
Quando estou ao teu lado

Vi dias e dias
Como tantos outros iguais
Apenas quando estou contigo
Esses dias eram “normais”

Vejo-me nos teus olhos
E já não vejo um aglomerado de solidão
Posso levantar a cabeça
Abraçar-te e dar-te a mão

Sei que nada é para sempre
E a vida levou-me a essa grande verdade
Prefiro viver dia após dia
E permanecer na realidade

A minha mão estara sempre
Por cima do teu ombro
A guardar-te, a vigiar-te
Enquanto nos dias mais dificeis
Tentarei ser eu e ao mesmo tempo abraçar-te

sábado, 1 de outubro de 2011

There Is No Plan



Não existe nenhum motivo para me ter abandonado
Apenas como todas as pessoas, sentia-me perdido
espera de um dia ser encontrado

Exprimenta viver
Exprimenta melhorar
Exprimenta deixar os erros
E ver coisas boas a chegar

Aprende a conquistar
Aprende a re-conquistar
Aprende a recuperar
Aquilo que sistematicamente, te tentam tirar

Sorri
Olha para mim e da-me um sorriso a brilhar
Da-me a tua mão e diz-me que aos poucos
Me sentes a voltar

Não preciso de me sentir perfeito
Não preciso, nem quero me sentir melhorado
Não quero esquecer o mal e o bem que fiz no passado
Quero usa-los como lição, para reconstruir
O longo caminho, que ainda tenho traçado

Quero sentir-me bem
Quero lentamente sentir-me feliz
Puder mostrar ao mundo e a mim mesmo
Aquilo que queria, mas ao qual nada fiz


Não peço desculpas a quem magoei
A quem abandonei, a quem de uma vida abdiquei
Apenas puderei demonstrar o melhor de mim
Mostrar que acima de tudo, não sou um erro
Não sou um fim

Lentamente olho para o céu
E nele eu aponto, o meu pequeno dedo
Há espera que as coisas boas cheguem
Enquanto o vento, esse acaricia o meu cabelo

Pois não peço nada impossivel, nada demasiado caro
Apenas queria um vida melhor
E se não conseguir voltar ao meu passado
Então que faça bem a alguem do meu lado

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Someone Like You


Como tinta, pinta o teu corpo contra o meu
Enquanto me dizes que queres que seja para sempre teu

Ambos sabemos
Alias tudos sabemos
Que o tempo não passa devagar
Hoje podes ter alguem
E amanha já não lá estar

Que ontem podias achar
Que a tua vida era bela, que era perfeita
Enquanto hoje sentes-te em baixo
Sentes-te na merda

Que podem ter ficado, palavras por dizer
Que podem ter ficado sentimentos por explicar
Que podem ter ficado memorias
Há deriva nesse mar

O que sonolenemente juras-te no passado
Lentamente o violas no presente
Enquanto fazes do teu futuro
Um caminho totalmente diferente

Que aquele cheiro, que aquele lugar
Que aquele sentimento lindo que era o facto de te amar
Dificilmente com o tempo se iria aguentar

Então porque jurar?
Então porque prometer?
Hoje somos tudo
E amanha já ninguem nos quer

Tu sabes, todos nós sabemos
Que as nossas vidas nunca estiveram condenadas
Apenas fizemos escolhas
Escolhas estupidas e erradas

Por vezes dizemos
Que o nosso amor, seria para sempre
Que nada nem ninguem, nos iria separar
E ao primeiro obstaculo vemos tudo a desabar

O teu sorriso, o meu sorriso
Os nossos estupidos e tolos sorrisos
Talvez sejam as memórias mais faceis de recordar
Pois sempre ouvi dizer, que quando um sorriso é verdadeiro
Não há ninguem no mundo que o possa superar

domingo, 4 de setembro de 2011

Por vezes



Quando dei por mim, sentia-me sozinho
Queria ter-te para sempre ao meu lado
Até ao dia em que cai na realidade
E vi que nada daquilo tinha sido verdade

Deixa o vazio
Deixa a solidão
Deixa quem partiu
Deixa quem não te deu a mão

Esquece quem dizia
Tu seres a sua vida
Não passas-te de uma pessoa
De mais uma experiencia vivida

Caminha entre o circulo da vida
Com milhares de portas
Com milhares de becos sem saida
Como sempre ouvi dizer
Cada pessoa tem um proposito, ao longo da sua vida

Apenas aprende a abrir os olhos
A dar valor ao insignificante, ao vazio
Do que dar valor a alguem
Que te deixou num canto esquecido

Dá a mão a quem tens ao teu lado
Mesmo que não seja quem
Gostarias de ter de verdade
Quem sabe se um dia
Não se tornará na tua cara metade

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Fraco



Não posso dizer que me sinto fraco
Quanto o problema foi sempre ter me julgado forte

Senti o vazio
Por ter deixa-lo passar
Por me ter julgado forte
Mas nunca conseguido evitar

Pensei que estava melhor
Pensei que finalmente me tinha superado
Mas quando dou por mim
Vejo-me a cair, como cai no passado

Vejo-me perdido
Vejo-me louco e recaido
Enquanto me agarro a uma esperança
Que esta presa por um fio

Pelos vistos nunca consegui
Depender por mim mesmo
Pois sempre me faltou alguma coisa
Tornei-me fraco e disso eu tenho vergonha

Sou tão frio, tão vazio
Tão aberto mas ao mesmo tempo tão fechado
Sou um misto do presente
E outro do passado

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Acontece


Hoje em dia vive-se tudo há lei da rotatividade
Roda-se tanto que aos poucos conhecesse a verdade

Sempre tive medo de ser convencido
Sempre destestei gente arrogante
Os meses passaram e ai continuo eu, distante

Abdiquei de quem eu era
Para me tornar naquilo que nunca quis
Mas na verdade é que até me tornei feliz

Não me importa ter deixado de ser simples
Para me ter tornado arrogante
Não me importa se passei de um fraco
Para alguem convencido e confiante

Optei por isto
E optaria novamente sem essitar
Foi isto que sempre quis
Apenas me andava a enganar

Lá vai o tempo em que tinha pena
E em que estupidamente me preocupava
Dou o que recebo
Independentemente da paga

Mudei para apagar tudo o que tinha
Tudo o que por alguem tinha mudado
Como sempre ouvi dizer
“Quem nao te ama assim
Não merece estar ao teu lado”

Ainda me lembro
De quando me chamavas cabrão
É pena nessa altura ter-me ficado pelo “não”

Sentimentos?
Tenho muitos, mas ao mesmo tempo
Para ti não tenho nada
Já lá vai o tempo em que caia
Em conto de fada

“Para sempre”?
Cada vez da-me mais vontade de rir
Quantas palavras sem significado
Quem quer para sempre
Faz para te alguem ao seu lado

Mas há quem veja as coisas
Apenas pela leia da rotatividade
A essas pessoas eu bato palmas
Pois caiem no ridiculo de verdade

domingo, 14 de agosto de 2011

Escolhas


Viver bem e ser feliz
Foi sempre o que o mundo quis

Ainda me lembro
Quando sorrias para mim
E me davas aquele sorriso ingénuo
Que eu desejava até ao fim

Ainda me lembro das conversas parvas
Das longas e das pequenas chamadas
Éramos felizes e mais nada importava

Lutei até me considerar fraco
Deixei-te partir
Quando me senti um fardo

Chorei ao inicio
Chorei a meio
Mas deixei de chorar ao fim
Pois sei que fiz o melhor para ti

Não me deves nada
Mesmo que me devesses nunca o iria pedir
Apenas sê feliz tanto no inicio, como no fim

Eu fiz escolhas que tu ajudaste-me a fazer
Tu fizes-te escolhas
Que não tinham nada haver

Não te julgo, nem te culpo
Ès livre faz o que bem te apetecer
Há muito tempo que já me deixei de meter

Queres sorrir, sorri
Mesmo que não seja comigo
Seguis-te a tua vida
E eu por ela vou seguir o meu caminho

Olhos nos olhos
Sem já ter nada a temer
A tua vida nunca foi comigo
Eu é que nunca o consegui ver

sábado, 13 de agosto de 2011

O inicio


Até posso ser um filho da puta e um cabrão
Mas acredita que agora é que vai começar a desilusão

Não preciso de ser frio
Não preciso de ser distante
Apenas preciso de mim mesmo
Para me sentir confiante

Antigamente dependi-a de ti
Para tudo e ao mesmo tempo para nada
Depois de ontem, não passas apenas
De uma pagina virada

As tuas bocas não me afectam
As tuas bocas não me deitam abaixo
Pensavas que estavas por cima
Mas estives-te sempre por baixo

Cresci por mim mesmo
Mudei por mim mesmo, não precisei de ti para mudar
Estou melhor e isso nem tu nem ninguem
Me vai rebaixar

È fodido
Pensares durante este tempo todo que me tinhas na mão
Desculpa lá se não sou apenas o rapaz da ocasião

Desiluções?
Até posso ter dado algumas
Mas acredita que como as que vou dar agora
As do passado equivalem a nenhumas

Se vou acabar sozinho?
Não sei e muito menos quero saber
No final das contas vamos ver
Quem é que se vai foder

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Há espera de um sinal



Ainda espero pelas antigas rotinas, pelos antigos momentos passados
Ainda espero que um dia olhes para mim como uma coisa boa
E não como um erro, como um passado

Mantenho-te viva
Mesmo quando diziam que não merecias viver
Ainda permaneço aqui, independentemente
Do que acontecer

Consegues-me ver a cair
Consegues-me ver a falhar
Conseguis-te ver no monstro
Em que me estava a tornar

Da-me um sinal
Por favor diz-me que estava tudo bem
Diz-me que ainda me amas
E que fiz até algum bem

Tornei-me cansado
Tornei-me frustrado
Por ter tentado ser perfeito
Mas o tiro passou-me ao lado

O melhor de mim depositei-o ao teu lado
O melhor de mim foi enquanto
Te tive do meu lado

Penso no passado
Alias não consigo parar de pensar
Se estaria tudo bem, se nada iria mudar

A mesma canção partida
Sem ter um inicio, um meio
Ou até mesmo um estupido fim
Continuas e serás sempre TUDO para mim

sábado, 6 de agosto de 2011

Anything and everything you feel


I believe in dreams
I believe in dreams
I believe in YOU

Da-me algo simples
Da-me algo não muito complicado
Da-me aquele passado
Em que te tinha do meu lado

Da-me vida
Da-me cor
Da-me o teu carinho
E o teu amor

Da-me a vida que te roubei
Devolve-me a esperança
Que lentamente me tiras-te
Fica comigo mesmo não havendo probabilidades

Não me multipliques
Nem me tentes dividir
Deixa-me recuperar
Aquilo que nunca devia ter visto partir

Sé a minha cura
Sé a minha doença
Não importa como fique
Não importa nada, desde que aconteça

Nao fugi, muito menos desisti
Apenas por mais que eu quissese
A verdade é que nunca te esqueci

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mudou....


1 ano, 2 anos sistematicamente a querer mudar
Temos pena se a muita gente esta versão não ira agradar
Deixei me indirectas e passei a directas
Passei a escrever direito e não por linhas dispersas


Deixei-me de preocupar
Com quem nao vale apena
Com quem só me quer magoar

De quem pensa que sou ingénuo
Ou até mesmo de quem pensa que sou otário
A esses eu sorrio
Enquanto os mando pro caralho

Para quem pensava que me conheci-a
Lamento mas não passo duma imagem do passado
Voltei novo, melhorado

Não preciso de pena
Muito menos de caridade
Alias não preciso de nada
E essa é somente a verdade

Ainda me lembro quando me diziam
“Não tens capacidade para me acompanhar”
Sinceramente? Nem valia apena tentar

Quando precisar de cassos perdidos
Mando-te uma sms
Para vires ter comigo

Quando quisser ser palhaço
A um circo eu vou recorrer
Assim já sabes onde estarei para te entreter

Se virei cabrão? Sim virei
E virarei quantas vezes tiver que virar
Assim reconheco um erro
Muito antes de ele se quer chegar

quarta-feira, 20 de julho de 2011

After all this time you steel here?


È capaz de ser a primeira vez em 6 anos que vou dizer isto:
De mais de 100 poemas, sem duvida ÉS O MELHOR DELES TODOS

Fecho os olhos
E não consigo mais sentir nada
Diferenciar quem me amava
De quem simplesmente me magoava

De quem me fez ou faz bem
De quem me quer ou que nunca realmente me desejou
De quem me ama ou nunca amou
De quem nunca realmente por mim lutou

Meu corpo caido
Frio e molhado
Eu permaneço aqui
Só para me ver passar ao lado

“Vivo por ti, choro por ti”
Não passam de palavras
Ás quais nunca isso de alguem senti

“És tudo para mim”
Ouvir isto sem um nervo
Sem uma unica exclamação
Seria o suficiente, para qualquer coração

Apenas uma longa e bela estrela
Do qual veio do céu
E acabou no chão
Apenas uma ponta de luz
Em imensa escuridão

Nada mais importa
Sofrimento ou desilusão
O que importa agora é encontrar-me
E voltar a composição

Não te deixei partir
A porta sempre esteve aberta
Logo a minha consciencia esta fraca
Mas ao mesmo tempo desperta

Aperta esse odio há vontade
Ou simplesmente arranca-o do peito
Tira o que tens na cabeça
Não importa a forma, mas sim o jeito

O método utilizado
Tão dificil de explicar
Já é tarde para te ouvir
Já é tarde para tentar

terça-feira, 19 de julho de 2011

Irisdescent


Do you feel cold and lost in desperation
You build up hope but failure's all you've known
Remember all the sadness and frustration
And let it go
Let it go


Olha há tua volta
Aprecia a destruição
Apreci-a no que o odio
Fez de ti e do teu coração

Transcreve cada rima
Cada refrão
Como se fosse um melodia
Prolongando-se numa canção

Ri e faz sorrir
Vive e faz viver
Esquece quem ao longo destes anos
Simplesmente te fez sofrer

Coração mole
Que há muito se encontra perdido
Deixei-o de lado
Agora encontrei-o no caminho

Vivo lento
Vivo camuflado
Vivo em contra-partida com o meu passado

Era perfeito
Agora sou indesejado
Tipico de pessoas
Que nem sabem o que é ter amado

Mais uma falha
Apenas mais um dedo para apontar
É o que fazem
Quando não há mais ninguem
Para culpar

Culpa-me a mim
Por ser o fim do mundo
Culpa-me por isto
Culpa-me por tudo

Viver no desespero
Sei tão bem o que é isso
Agora vivo comigo
E com quem me é querido

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Voltar



Pois o tempo tirou-me aquilo que eu um dia quis perder
Agora será a altura dele se arrepender


Até te contava como me sentia
Mas acho que isso via-se apenas num olhar
Apenas um olhar seria o suficiente
Para me conseguir encontrar

Tão perdido
Tão frustrado
Começo a ficar farto
Deste corpo cansado

Das marcas que fui guardando
Das marcas que fui colecionando
Marcas que vivem comigo
Todo o ano

Dias de inverno
Ou uns quantos dias de sois
Enquanto me prendo
Naqueles pequenos giraçois

Sorrisos forçados
Palavras constantemente medidas
Fiz delas as minhas rotinas

Perco-me num infinito de perguntas
Onde são mais aquelas sem resposta
E quando dou por mim
Já te estou a bater há porta

Já não sou eu
Sou apenas uma fragmento de ti
Apenas um fantasma do que nunca vivi

Enquanto te ligo
E mesmo não sendo sincero
Eu digo que esta tudo bem
Mesmo quando me sinto
Perdido no além

domingo, 19 de junho de 2011

Deixa partir



Ainda te lembras onde tudo realmente começou?
Ainda te lembras onde tudo realmente acabou?

Obrigado Ana Costa pelos:

- Momentos
- Pelas manhas, tardes e as poucas noites
- Pelos passeios a pé, de metro, de autocarro ou até mesmo de carro
- Pela ajuda, pelo apoio incondicional que me foste dando
- Pela tua presença sempre que precisei
- Por me teres mudado, por me teres melhorado
- Por mais que eu tento mudar, nao consigo apagar o "eu" que sou hoje
- Obrigado pelo teu amor, pela tua confidencia
- Obrigado por teres sido tudo em 2 anos
- Obrigado por teres sido o MELHOR, e o pior de mim
- Obrigado por teres estado comigo até ao FIM

Obrigado por tudo
Obrigado por nada
Obrigado pelo teu amor
Obrigado pela tua mágoa

Obrigado pelas tardes
Obrigado pelas manhas
Obrigado pelos momentos
Sabes? Sentia-me bem

Obrigado por cada lágrima
E tambem por cada sorrisso
Obrigado por ter tido sempre
O teu ombro amigo

Sem ti nada é a mesma coisa
Mas sem ti espero um dia vir a ser melhor
Será que daqui a uns bons anos
Ainda nos lembrare-mos de nós?

A unica coisa que sinto e sei
E que contigo já não devo contar
Vamos seguir em frente
E para cada lado nos voltar

Foste outros tempos o meu pilar
O meu porto de abrigo
Eras tudo quem eu queria
E acima de tudo gostava de ser teu amigo

Sente odio á vontade
Odeia-me até não teres mais forças para odiar
Mas um dia eu sei
Que de mim podes vir a precisar

domingo, 12 de junho de 2011

Caminhos



Laços cortados, algum dia teria que acontecer não é verdade?

Deixa partir
Deixa passar
Quem já não te quer
Nunca irá voltar

Deixa de suspirar
Deixa-te de lamentar
Passado é passado
E isso ja ninguem te o pode tirar

Aprende a guardar
Aprende a esperar
Aprende a ver
Quando é preciso abdicar

Quando é hora de partir
E de seguir em frente
Pois neste mundo
Existe muita gente

É hora de pousar
É hora de recarregar
Enquanto sonho um dia voltar

É momento de escolher
O que está certo, do que é errado
Do que preciso e do que me passa ao lado

Olha-me nos olhos
E verás como estou diferente
Pois estes olhos, não são
Os que a uns anos conheces-te

O meu corpo com os meses
Foi sendo alterado
Enquanto os meus caprichos
Deixaram-me neste estado

Não me arrependo de estar assim
Muito menos me arrependo no que me tornei
Pois voltei novamente a ser eu
E sinceramente? Até me sinto quase bem


sábado, 11 de junho de 2011

Portas abertas



Não amo nem odeio o meu passado, apenas limitei-me a viver ao seu lado

Seria injusto
Se esquece-se o meu passado
E tudo o que nele
Esta retratado

Seria injusto esquecer-te
Esquecer tudo o que contigo aprendi
Esquecer aquilo que contigo apenas vivi

Esquecer o teu olhar
Esquecer a tua voz
Esquecer aqueles lugares
Tao dependentes de nós

Era injusto olhar e
Não sentir rigorosamente nada
Seria injusto passar por ti
Como não tivesses sido nada

Aos poucos até te podes ir apagando
Mas aqueles lugares, aquelas datas
Vão te sempre alimentando

Meu triunfo partido
Minha memória não apagada
Em tempos fui a tua vida
E agora não sou nada
Minha confidente
A quem dei sorrisos e tristezas
Juntos superámos barreiras invirrentas

Não deixas-te de ser importante
Apenas deixer de girar há tua volta
Como se fosse um passaro
Que abandonou a sua toca

O olhar inocente continua
Perdido no meio deste gelo insolente
Enquanto o meu sorriso continua
Há espera que tu entres

Foste uma obra inacabada
Como um poema com ainda muito por escrever
Foste como um dia de inverno
Ao qual estupidamente nunca consegui esquecer

domingo, 5 de junho de 2011

Nova vida, novo rumo

"Odio, Rancor, Raiva tudo o que seja negativo
Já esta arrumado num cantinho
Hoje começa uma vida que nunca tive, que nunca me soubes-te dar
Uma vida com sorrisos, ao qual nunca vou abdicar"

Há muito que os meus olhos
Se encontravam fechados
Enquanto o rancor
Reinava por esses lados

Odiava, detestava
Tudo o que tinha na minha vida
Até mesmo quem amava

Não sorria, não falava
Apenas aquele odio
Me aconchegava

O meu olhar era frio
Sem dor nem piedade
Tinha o odio e achava-me feliz de verdade

Afinal sempre estive errado
O odio nunca foi a minha salvação
Apenas um caminho mais fácil
Para guardar a minha frustração

Tomei a decisão no dia
Em que estupidamente me matas-te
No dia em que a indiferença se dividiu, ás metades

A verdade é que não preciso de ti
Arrisco-me a dizer que nunca precisei
Foste apenas alguem que amei
E que até me fez bem

As facadas nas costas?
Esqueci-as, deixei de te odiar
Acho que andar bem
É a melhor forma para te calar

O tal olhar vazio
Agora esta bem vivo e com cor
Até te digo, já sorrio com todo o esplendor

Tirei-te um peso dos ombros
Tirei todas aquelas desilusões
Bastou-me tirar-te da cabeça
E a muito apagar as frustrações

Se sabes alguma coisa sobre mim?
Acredita que nem sabes metade
Pois sinto-me e acredito
Que contigo nada foi verdade

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A mudança



Olha nos meus olhos agora e vê se vez alguma coisa do passado

Cai tão fundo, cai ao ponto
De não ter nada, de não ser nada
Enquanto me faltava a luz
Para me aperceber do que me faltava

Do que me restava
Do pouco que ainda tinha
Mesmo achando que nao era nada

Toda a minha vida tranquei-me no escuro
Vive no escuro, alimentei-me do escuro
Cheguei a um ponto da minha vida
Em que já não sou mais burro

Onde viram erros
Eu agora vejo esperança
Onde viram tempestadas
Agora vejo a bonança

Não mudei por ninguem
Não mudei por me magoarem
Acho que mudei mais para me encontrarem

As lágrimas deram lugar a sorrisos rasgados
Enquanto o odio, esse custa
Mas passa aos bocados

Aprendi que sorrir é bom
Que termos amigos é a melhor coisa do mundo
Mesmo que sejam poucos
Valem apena cada segundo

Que rir é saudavel
Que não valia mais apena
Andar num estado lastimável

Acima de tudo aprendi a recomeçar
Aprendi a tentar não odiar
Pois algum dia, eu iria mudar

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Um dia de cada vez



Luis Miguel as coisas mudam não mudam? SIM MUDAM

Nunca fui de intregas
Nunca fui de sermões
Poupavas as palavras
Naquelas tuas discuções

Nunca dei sorrisos
Que sentia que não deveria dar
Nunca fiquei ao lado
De quem não me sabia amar

Vivo o dia-a-dia
Tanto de noite, como de dia
Olho para o céu, pedindo
Um dia conseguir te tocar
Enquanto entrego-me livremente
E deixo-me levar

Para a esquerda, para a direita
Não importa a direcção ou o lugar
Apenas que tenha sentido
E que me faça continuar

Que me faça viver
Que me faça sentir
Que me faça pertencer
Do inicio até ao fim

Pago a divida
Das desiluções que ofereci
Pago a divida
Por aquilo que não vivi

Dos sorrisos que não dei
Dos sorrisos que tirei
Daquilo que “roubei”
E que nunca mais dei

domingo, 29 de maio de 2011

Um dia



Pois tento escrever numa folha de papel
Aquilo que nunca consegui escrever no teu coração

Uma especie de mentira
Tão simples, tão acobardada
Uma mentira sem amor
E cheia de magoa

Olhos fechados
Por caminhos distantes
Fecha o teu mundo
E não te canses

Não penses
Não rastejes
Não tenhas necessidade de lutar
Pois não iria voltar

Não tentes te cegar
Não tentes magoar
Não tentes ter
O que já nao consegues agarrar

Desaparece, intrestesse
Pensa e permanece
Odeia e enloquece

Olha me nos olhos
E vê o quanto isto já nao faz sentido
Não há nenhuma frase
Que te faça ter aqui comigo

Deixa-me perdido
Naquele fundo sem fim
Enquanto me mentias
E dizias que nunca desistias de mim

Odeio ter-me um dia apaixonado
Odeio um dia, a ti ter-me entregado
Ter sido quem te encontrou
E quem acabou por ser deixado

Por ter sido quem esteve sempre errado
Quem te devia ter deixado
Pois o amor que outrora senti
Acabou por ser um fardo

sábado, 28 de maio de 2011

Take My Hand



Quantas vezes ouvi isto?

- Não vales nada
- Ès uma desilução
- Não prestas
- Morre
- Metes-me nojo
- Odeio-te
- Ès um filho da puta
- Um cabrão
- Corno
- Etc

Cansei-me de ser comparado, de dar tudo e ser sempre o trocado
Mas acima de tudo cansei-me do agora e vou viver o passado

Deixei de viver de olhos tapados
De me enganar e ser enganado
De viver a vida a espera de um fracasso

Deixei tudo de parte
Quem amava, quem gostava
Quem me era importante
Quem comigo se importava

Esta noite eu viro-vos as costas
E caminho para um sitio
Onde nenhum de vocês será capaz de me encontrar
Enquanto eu de longe vejo as vossas vidas passar

Aos poucos irei trazer o meu passado
Novo e inteiramente melhorado
Enquanto queimo todas as recordações
Ao qual me sentia agarrado

Não me importo de as apagar
Não me importo de as esquecer
Desde que consiga voltar a viver

Lembras-te de tudo?
Como se fossem pequenas fotografias
Que nas minhas mãos se encontram rasgadas
Enquanto as queimo para nao serem relembradas

Encontrei uma maneira de viver
Uma nova maneira de pensar
Algo que nem mesmo tu
Seria capaz de me acompanhar

Aos teus olhos sou o mesmo
Mas por dentro sou novo e melhorado
Enquanto apago e lixo-me
Para o que eu tinha naquele passado


terça-feira, 24 de maio de 2011

Desabafos



'Cause we're living at the mercy of the pain and fear
Until we dead it
Forget it
Let it all disappear


Não sei se tenho
O que é preciso para aguentar
Não sei se tenho
O que é preciso para não fracassar

Se as minhas ideias são claras
Se as minhas ideias ainda são correctas
Ou se não passam apenas disso
Ideias futeis e desertas

É como se fosse o fim
E ao mesmo tempo um inicio
Algo que por mais que eu tente ,não conseguiria te explicar
Portanto será que valia apena eu ainda tentar?

A relva é fresca
E nela repouso o meu corpo cansado
Enquanto as marcas
Me trazem há memoria o passado

Não esqueço
Pois para mim essa pessoa morreu
Foste como uma fotografia
Que subitamente já desapareceu

Lembro-me de quando
A minha boca bloqueava
De quando para ti olhava
E mesmo assim não chegava

Não te abandonei
Apenas deixei-te partir
Mesmo que um disse decidices aparecer
Já não estaria la para te receber

Doeu mas já passou
Amei-te, mas esse amor já acabou
Desculpa mas a minha alma não aguentou

Não iria esperar no silencio
Não iria continuar na ilusão
Se seguis-te em frente
É porque ja não habitua solução

De ti apenas guardo recordações
Grandes ou até pequenas situações
Guardo o que me marcou
Pois o resto com o tempo, até isso voou


sexta-feira, 13 de maio de 2011

PARA SEMPRE


Pois penso que já disse tudo o que tinha a dizer
Fica com quem te ama e nao com quem te fez sofrer

Boa sorte e tudo de bom para ti e para os teus

Permaneço ainda
Sem perceber
Como é que deixei
Isto acontecer

Talvez por já não seres uma garota
E teres te tornado numa grande e bela mulher
Por não ter visto o tempo passar
Por não ter conseguido enchergar

Eras bela
E aos meus olhos bela sempre serás
Não importa se não tenho forças
Para voltar atras

Não guardo magoa
Não guardo rancor
Apenas partis-te a procura de um novo amor

Foram 2 anos com tudo
Amor, tristeza, paixão
Foram 2 anos que ainda não consigo
Tirar do coração

Ainda choro
Ainda grito
Ainda gostava de puder
Ter-te aqui comigo

Ana Rita ou Ana Costa
Aquilo que te quisserem chamar
Obrigado por teres estado comigo
Mesmo nos momentos de chorar

Custa-me não ter coragem
Para te conseguir isto tudo dizer
E quando abro a boca
Acabo sempre por me arrepender

Para sempre viveras
No meu coração
Mesmo que nao seja eu o rapaz
A quem das a mão

Dificilmente irei superar
Dificilmente irei abdicar
Dificilmente irei esquecer
Dificilmente para mim
Algum dia irás desaparecer

Vives no meu pensamento
E ainda vives no meu coração
Apesar de tudo
Estarei aqui para um dia te dar a mão


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Luis Miguel


1991-2011

"Ainda me lembro de quando diziam que o tempo curava tudo
Esqueceram-se é que há coisas que mesmo com o tempo perduram"

Preciso de tempo
Mas ninguem me o dá
Queria mudar as coisas
Mas nem isso já valerá

Queria dormir
Dormir e se possivelmente
Nunca mais acordar
Queria ser feliz mas não aqui
Mas sim em outro lugar

Queria apagar tudo
Memorias, recordações
Enquanto guardava as desiluções
Servindo-me como lições

Só queria andar por ai
E sentir-me uma pessoa qualquer
Sem ter um lugar onde pousar
Assim saberia, que não me iria agarrar

Não estou farto, apenas cansado
Cansado de ver constantemente, os mesmo lugares
Lugares que em outra altura
Me fizeram ficar

Sinto-me amarrado, ou até mesmo aprisionado
Aprisionado aquelas ruas, aquela bela e grande cidade
Enquanto tudo o que tinha nela, me consume há vontade

Não consigo virar as costas
Pois talvez não me sinta, preparado para o fazer
Ou talvez já nem tenha forças, para o perceber

Obrigado por teres sido tudo
Quando agora fico-me pela sensação
De não ser apenas nada

Pois como dizem, o tempo cura tudo
Ou entao, não cura nada
Apenas não vou esperar
Que me caia em cima a desgraça

Pois dessa desgraça eu vou vivendo
Enquanto aos poucos, eu já me sufoco
Pois para mim já não é viver
É apenas apanhar os destroços

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Together We Will Live Forever



Até um dia

Considero-me cego
Apesar de ver
Considero-me burro
Por nunca ter conseguido perceber

Por não ter conseguido esquecer
Por não ter conseguido desaparecer
Por não ter feito nada, que realmente
Não fizesse nem a ti sofrer

Podia ter partido
Mas estupidamente, nao parti
Poderia ter esquecido
Aquilo que não vivi

Pensar que voltarias
Enquanto enganava-me a mim, e há verdade
Pois tu não voltarias nem hoje, nem amanha
E essa é a apenas a realidade

Ponho os caprichos de lado
Enquanto dos meus sonhos
Faço um papel amachocado

Escrevo ainda por ti
Enquanto me desprendo de outra hora
Do meu grande amor
Enquanto os meus olhos, já não brilham
A nao ser de raiva ou de dor

Foste a minha melhor obra-prima
Em 2 anos, nunca escrevi tao bem na vida
Contigo aprendi a sentir-me verdadeiramente bem
Aprendi a ser feliz, a sentir-me amado
Agora esta na hora de me colocar no passado

Talvez já não haja mais para dar
Como se fosse uma fonte
Ao qual a água lentamente
Deixa de chegar

Talvez seja tempo
De te deixar ir
De te deixar voar
Obrigado meu pequeno anjo
Mas é hora de repousar

É hora de parar
E por aqui, deixar-me ficar
Pois já estas a um nivel
Ao qual não te consigo acompanhar

Minha pequena estrela
Continua simplesmente a brilhar
Pois por mais anos que passem
De ti, eu erei me sempre lembrar

Já nao fico há base do perdão
Pois não apagaria tanta desilução
Portanto o melhor será mesmo, deixar-te partir
Enquanto contruis uma nova felicidade
Da qual eu não consigo destruir

segunda-feira, 4 de abril de 2011

2 anos



Pensava que sabia tudo
E dou por mim a nao saber quase nada


Ainda consigo sentir
A tua pele quase morna
Enquanto por dentro
O meu coração me sufoca

Sussurrava-te ao ouvido
Enquanto te contava um segredo
Tinha-te ao meu lado
Para que recear e ter medo?

Sozinhos, percorria-mos multidões
Enquanto o cansaço
Esse nunca afectava os nossos corações

Desde uma estação
Até a um beco sem saída
Percorri tudo o que tinha a percorrer
Contigo na minha vida

Vimos o sol
E vimos a chuva
Criamos uma vida
No meio daquela rua

Desde um simples email
Até há mais longa chamada
Passaram dois anos
E mesmo assim não mudou nada

Desde ai, até aqui
Nem mesmo a distancia
Me fez desistir de ti

Sorrimos tanto
Rimo-nos tanto
Chorámos tanto
E mesmo assim vivemos tanto

Contigo aprendi a rir
E a sorrir
Contigo aprendi a
Nunca desistir

Como de mestre para aluno
Tu serás sempre o meu pilar
Aquele que quando precisar
Estará lá para me apoiar

Juntos “escreve-mos” tanto
Se calhar já “escreve-mos” tudo
O que tínhamos para escrever, mas mesmo assim
Será que te consigo ter?

Obrigado por tudo
Obrigado pelo sorriso mais rasgado
Obrigado por estares há dois anos na minha vida
E desculpa se sou tempo desperdiçado

terça-feira, 29 de março de 2011

Coisas





Pois por mais tempo que passe, haverá sempre coisas por dizer


As ruas são as mesmas, os caminhos esses permanecem constantemente iguais, como se nem o tempo os alterasse.


Há tanta coisa que muda, as pessoas, as vidas dessas pessoas, e das outras pessoas também, o tempo, os sonhos as ideias, por vezes os defeitos perdem-se e as qualidades aparecem ou então nunca mudam e por lá permanecem.


Eu sinto e sei que com o tempo fui mudando, perdi umas coisas enquanto as que tinha fui mudando consoante as voltas que a vida levou, nada implica a nada, todos os dias milhares de pessoas choram, enquanto outras tantas sorriem e vêm a vida a sorrir como se fosse perfeita, enquanto uma pequena percentagem se interroga sobre qualquer coisa, se viverá bem, se ficará bem, se a namorada tem outro, se a namorada o vai deixar, se a ia conseguir reconquistar até mesmo sobre a coisa mais estúpida e mais fútil que possa existir.


Considero-me não ser nenhuma dessas pessoas, mas ao mesmo tempo identifico-me com elas, preocupou-me em certos casos até em demasia enquanto me desligo do resto, ligo ao pouco mas que mesmo assim me é importante, já sorri, já pulei até já chorei de felicidade mas com o tempo elas apagaram-se de verdade, sinceramente para que procurar? Tinha quem eu queria mas mesmo assim fiquei a olhar. Preocupamo-nos talvez demasiado com o que tem brilho, que nos deixa a reluzir mas não passa de algo de passageiro que veio mas que acabará por partir.


Estes dias fizeram me ver as coisas de uma maneira, de agir de uma certa maneira, de sentir de uma certa maneira, enquanto eu espero que um dia quem sabe volte a ser e a sentir-me da mesma maneira.

sábado, 26 de março de 2011

Serás para sempre





Como sempre ouvi dizer, nada é para sempre e eu nao fui excepção

Seras sempre a pessoa mais importante da minha vida
A que amei, que venerei mas que mesmo assim tive que abdicar
Tudo o que tinha para dizer, um obrigado é o mais correcto de fazer


Hoje em dia vivemos com 3 tipo de pessoas:
- As que ganham
- As que não são nada mas também não se importam com isso
- E as que mesmo assim tentam e acabam por falhar

Tudo é fácil hoje em dia mas acima de tudo hoje em dia é tudo há base da aparência, da exclusividade em vez de ser com o coração

Hoje e cada vez mais olhamos para o que é bonito pondo de lado o que é feio, escolhemos o melhor, o que é perfeito em vez de ser o que é normal mas que nos dá um futuro de jeito, pouco vemos hoje em dia um sentimento verdadeiro, aquele a que damos apenas a uma pessoa, em vez de o demonstrar ao mundo inteiro
Do que vale entregar-nos a alguém? Quando sabemos que mais tarde ou mais cedo poderemos ser trocados, reciclados, sair o velho e usado para dar entrada a um novo prestes a ser estreado?

Quem sou eu? Apenas um ponto no céu, uma vírgula no meio de um texto, apenas um ser vivo no mundo inteiro, deixei de dar exclusividade ao pensamento, enquanto tenho o meu coração e apenas eu sei o que sinto lá dentro, com ele consigo ver o que é bom e o que é mau, mas acima de tudo consigo ver o que é verdadeiro do irreal, consigo ver quem me ama e quem apenas deseja o meu mal

Por mais dias que passem, por mais semanas que passem, por mais meses que passem, ou até por mais anos que passem eu sei que o que sinto nem no meu pensamento conseguirá ser apagado, por isso continuo aqui sistematicamente parado com o mesmo sentimento como se fosse o meu espelho do passado, mantendo-me estático esperando que um dia te apercebas que quem te fazia realmente feliz foi quem amas-te nesse teu breve e ao mesmo tempo longo passado


quarta-feira, 23 de março de 2011

La Merde



Se tivesse que utilizar uma palavra para me descrever
Essa palavra não seria ilusão
Pois na realidade nunca passei de uma desilusão

Caio, espero
Enquanto fico imóvel
Fechando os meus olhos
A ver se o problema se resolve

Não consigo resolve-lo
Pois não consigo encontra-lo
Como se fosse invisível
E não conseguisse agarra-lo

Faz me sentir pequeno
Fraco e acima de tudo ilimitado
Como se fosse a parte má
A parte do fraco

Tantas vezes
Eu pensei que tinha tudo
Mesmo quando na realidade, nunca tive nada
Quantas vezes merecia um berro
Ou então uma estalada?

Nada não importa nada
Ou então pouco tenho
Com que me preocupar
Pois tudo que tinha
Quase que já o vi passar

Esperar?
Que seja o tempo que for preciso
Não me importo de apodrecer
Pois levaria como um castigo

Não gosto de mim
Pois não sou suficiente para me habituar
Neste mundo
Vejo tantas réplicas a todo o minuto

Um erro de cálculo
Ou um momento que nunca devia ter acontecido
Não tenho que vergonha que me chamem um erro
Pois assim sei o meu verdadeiro caminho

Desisti de procurar a razão
Do meu significado
Sou apenas mais um
Um ser abstracto

Quê que eu tenho para mostrar?
Apenas os meus erros?
Certamente não iria agradar

Sinto-me assim há
Imenso tempo
Se calhar sou uma vergonha
Por nunca ter conseguido me expressar
Mas sinceramente não preciso de me preocupar
Pois não seria aceite nem aqui, nem em nenhum lugar

segunda-feira, 21 de março de 2011

Arise



Com o tempo guardei as minhas frustações
Com o tempo relembrei todas as desiluções


Já não te sinto
Já não consigo sentir nada teu
Como se tivesses partido
Como se estivesses no céu

Deixaste-me
Deixaste-me aqui sozinho e abandonaste-me
Enquanto grito por ti
Em toda a parte

Os tempos são difíceis
Extremamente complicados
Enfrento os problemas
Sem te ter do meu lado

Sempre pensei
Que um dia poderias voltar
Sempre pensei
No dia em que te iria ver chegar

Agora sei, quer dizer não sei
Mas mesmo assim sinto
Que foi como um sonho que sabia
Que nunca se iria realizar
Um sonho impossível no qual tive que me entregar

Á minha maneira
Continuei a lutar
Mesmo ainda agora
Dificilmente os meus braços consigo baixar

Onde tu estas?
Algures num lugar incerto
Mesmo que te sinta
Bem por perto

Não me vou lamentar
Pois a única coisa que me resta
É levantar e esperar

Esperar que um dia apareças
Esperar que um dia tudo volte a ser verdade
Pois continuo há tua espera
E essa é a minha maior realidade

domingo, 20 de março de 2011

Past



Ate poderia dizer que sou o presente, senão fizesse parte do passado

Sobe aquela colina
E espera ate ao dia em que chegar
Olha para o horizonte
Ate o teu olhar me encontrar

Grita e diz-me que sou teu
Enquanto eu corro para ti
Como se não tivesse dor
Como se te tivesse aqui

Agarra-me abraça-me
Não me deixes partir
Pois tenho receio
De nunca mais te sentir

O que eu desconheci-a
Eu sabia que estarias lá para me explicares
Como seu eu fosse uma concha vazia
E precisasse de ti para me completares

O teu sorriso era o meu
A minha respiração ficava
Sempre um pouco acelerada
Bastava ter-te apenas ali
Para não me interessar mais nada

Ainda me lembro
Quando eu te chamava
Quando olhava-te nos olhos
E dizia que te amava

Lembro desse brilho
Desse brilho que tu me davas
Mas agora esse brilho não passa
De águas passadas

Ainda te vejo
Mesmo sem te ver
Ainda te desejo
Mesmo sem te ter

Percorro as ruas
Subo e desço pelas calçadas
Enquanto as memórias
Parecem nelas ficar marcadas

O meu valor?
Não passam duns meros centavos
Pois eu já não sou o presente
Sou uma página do passado



terça-feira, 15 de março de 2011

Desapareci


Pois na tua rica vidinha, nunca realmente quisses-te qualquer parte minha

Temos tendência de partir
Temos tendência a falhar
Temos tantas tendências
Que nem sei por onde começar

Sentimos orgulho de ver
De sorrir, de sentir
Sentimos que a vida é verdadeira
De pensarmos que a dor
É somente passageira

Nada na vida
Será para a vida
Pois no que toca á morte
Tudo termina

Encontramos pessoas
Boas e ruins
Pessoas que odiamos
E outras que desejamos até ao fim

Vemos gerações a passar
Vemos o mundo
Constantemente a mudar

O que hoje é presente
Amanha será parte do passado
Enquanto vemos tudo a passar, nos ao lado

Aprendi a não acreditar
Aprendi em deixar de tentar
Aprendi a ver qual seria o meu lugar

Aprendi a ver se te fazia falta
Aprendi a ver se sentias saudades
Consegui ver que nada do que dizias
Era verdade

Hoje caio, mas sei que amanha
Finalmente me irei levantar
E quando deres pela minha falta
Já não estarei naquele lugar

O boneco já tem vida
E já não se trata do jogo do gato e do rato
Pois tudo que tinha na minha vida
Acabou naquele dia

È so para dizer que vou desaparecer por tempo indeterminado, obrigado

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Broken


O pior nao é o facto de teres ido embora
Mas sim de saber que seguis-te em frente agora


Onde havia duvidas
Agora existem certezas
Sei o que não te sou
E o porque que já não tentas

Sei o que realmente queres
E o quanto eu já não faço parte da tua vida
Enquanto eu recordo os momentos
Como se a minha mente alguma vez
Pudesse ficar perdida

Recordo, mas já não tento vive-los
Estaria a ser injusto
Se tentasse faze-lo

Ambos optámos
Por caminhos bem diferentes
Enquanto eu fiquei no passado
Tu seguis-te já em frente

Enquanto eu ainda choro
Tu sorris felizmente
Enquanto um fica no chão
O outro anda por ai contente

Enquanto eu grito
Já tu acenas
Enquanto tento parecer bem
Tu já nem esconder isso tentas

Enquanto um optou
E foi pelo caminho mais fácil
O outro ficou com o caminho mais longo
E o mais desagradável

Portanto eu sei que enquanto fico
Seguramente, tu já estas bem a frente
Seguis-te já o teu caminho
E será tudo bem diferente



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A tua decisão


Finalmente percebi que a tua felicidade já nao depende de mim
Que seguis-te e escolhes-te o teu caminho

Percebi tambem que eu já nao faço parte desse caminho


Perco-me no que sempre te quis dar
Mas que nunca te dei
Perco-me a perguntar
Como e porque que errei

Passou tanto tempo
E eu sempre defendi a mesma ideia
Agora interrogo-me
Se essa ideia seria valida
E verdadeira

Por mais que quisesse
Já não me conseguiria enganar
Os teus gestos são mais que claros
Não da para os tentar desculpar

Já não é uma questão
De cabeça quente
Sei que já são verdadeiros
E é isso que realmente sentes

Custou mas já consigo ver
Que realmente já não precisas de mim
Que já não me amas
Que para ti foi o fim

Não sei se foi só por mim
Ou então, se ouve mais algum motivo
Sei que sou uma peça
No meio do teu caminho

Já não dá para tapar os olhos
Porque simplesmente já não consigo
Já não consigo pensar que vai ficar tudo bem
Pois tu já escolhes-te o teu caminho

De duas torres
Uma continua levantada
Enquanto os habitantes da outra partiram
Deixando-a abandonada

Eu ainda sei o que sinto
E o que quero
Mas também sei que já não me queres
Na tua vida nem lá perto

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Serias pelo menos feliz


Se calhar o melhor que podia ter dado a minha vida
Era ter morrido em vez de ter tentado construi-la
Ai sim conseguiria ser feliz, pois sabia que não tinha
Magoado, quem eu sempre quis


Na minha vida
Poderia ter escrito
Derrotas e vitorias
Podia ter escrito
As minhas maiores vitórias

Podia ter-me glorificado
Tornar-me perfeito
Sem cometer qualquer tipo
De pecado

Seria absurdo e errado
Pois não sou perfeito
Nem um pouco lá chegado

As poucas vitorias que tive
Sei que fui a luta sem saber
Como iria voltar
Não me importava o quanto doesse
Mas tinha que tentar

Tinha que provar a mim mesmo
Que consegui-a
Que lutava pelo que amava
Pelo que era importante na minha vida

Nas minhas derrotas
Muita vez, eu chorava
Enquanto perdia-me no escuro
E de lá ninguém me tirava

Tive mais derrotas, que vitorias
Tive mais momentos perdidos
Senti-me tanta vez um inútil
Fraco e perdido

Culpei-me e ainda me culpo
Pelo que não fiz e devia ter feito
Por vezes ainda choro
Por me ter faltado a capacidade
De ser alguém na vida, alguém agradável

Não tenho trunfos
Muito menos cartas jogadas
Não planeio as minhas decisões
Mesmo que as vezes
Devessem ser pensadas

Tinham tantas expectativas
Tantas expectativas criadas
Depois saio uma desilusão
E as ideias saíram furadas

Habituei-me a estar a mais
A sentir, que não sou preciso
Que sou apenas mais um
Perdido no caminho

Quando fechava os olhos
Via-te no meu pensamento
Agora quando fecho os meus olhos
Vejo a tua dor e sofrimento

Não sou ninguém
Muito menos sei que não tenho o direito
De te manter por perto
Só por ser o meu desejo

Perdi tanta coisa
Ao longo da minha vida
Mas só lhe dei o devido valor
Depois já de perdida

Não sou perfeito
Mas também não me importo de ser uma desilusão
Sou aquele que, chamam de monstro
Mas que se esquecem
Que também tem coração

Toda a minha vida aprendi, a estar sozinho
Por mais que me custe
Não quero ser aquela pedra
Que te impede o caminho

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Stop Motion


O tempo ensinou-me a parar e a pensar
Mas acima de tudo ensinou-me quando devo baixar os braços e parar


Fraco, lento
É como me sinto
Ao sabor do vento

Tornei-o lento
Por nunca te ter
Conseguido acompanhar
Fico-me pela lentidão
Ah espera de um dia passar

Já não sei quem sou
Ou o que sou
Se sou eu, se sou real
Se afinal não valho nada
Ou se tenho alguma coisa de especial

Conheço os meus passos perdidos
Ouço-os atrás de mim
Abafados e sozinhos

Tenho saudades de sorrir
De estar bem e ser feliz
De me sentir alguém melhor
De ser aquele antigo Luís

Era tão mas tão feliz
Tinha tudo o que sempre quis
Era tão simples
Simples mas mesmo assim feliz

Com o decorrer do tempo
Eu sei que me fui fechando
Fui me tornando mais frio
Fui me isolando

As críticas suaram como balas
E fortemente a mim, me devastaram
Sou o que me chamam
Um monte de merda, que se faz de coitado

Da minha boca eu sei que
Não sairá mais nada
Não porque não queira
Mas sim porque mesmo que a abrisse
Mesmo assim não bastava

O meu orgulho
Era o que me dava poder
Era o que me fazia ir a luta
Mesmo que soubesse que poderia perder

Agora não tenho disso
Pois baixei os braços, e meti-o de parte
Sei que não preciso de fazer mais nada
Pois para ti serei sempre um monte de merda
E um cobarde

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Luis Miguel, o fracasso


Tanta vez que fui comparado
Tanta vez que foi posto de lado
Tanta vez que fui criticado

Mas para que acreditar? Já que sempre fui um fracasso

Escondi-me na sombra
E fiquei-me pelo fracasso
E quando dei por mim
Já não passava dum embaraço

Tornei-me no que nunca
Me quis tornar
Deixe-me levar
Por ter medo de tentar

Tinha medo do fracasso
Mas eu mesmo transformei-me
Numa desilusão

Queria tanto ser bonito
Bonito e ao mesmo tempo perfeito
Queria ser alguém
Mas não tive jeito

Sinceramente acho que nunca
Tive jeito para nada
Fiquei-me sempre pelo intermédio
Não arriscava em mais nada

Perdi tudo
Tudo que aos meus olhos era perfeito
Não tinha que ser bonito
Para gostares de mim daquele jeito

Não tinha que ser o melhor
Pois sentias-te satisfeita
Quis tanto ser perfeito
Que acabei por fazer asneira

Até mesmo tu
Infelizmente eu vi partir
Enquanto tudo a minha volta
Parece cair

Porque hei-de lutar
Se saberei que estarei sozinho para festejar?
Porque hei-de tentar
Se ninguém consegue acreditar?

Cada vez me sinto
Mais deslocado
Mais desintegrado
Como se o meu mundo
Tivesse falhado

Já não me consigo
Fechar a cadeado
Perdi o pouco que me fazia andar estabilizado

Já não me prendo ao passado
Pois o presente é aquele que mais me tem fatigado
Já não penso no futuro
Pois sei que não vou concretiza-lo

Podem dizer que sou fraco
Que sou uma desilusão
Que devia ter morrido
Ou que não valho um tostão

Podem me chamar de tolinho
De me acusarem que não ando a comer
Que me ando a tentar matar
Que sou um mentiroso
E que só sei fazer sofrer

Sinceramente podem
Chamarem me o que quiserem
A partir de agora fico-me pelo fracasso
E que seja o que deus quisser

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

The Best Of You


Eu vou consertar tudo para que não precises mais de chorar
Mas no fim eu falhei

Eu estou feliz por me teres amado, por nunca me teres abandonado

Obrigado Ana Costa


Não dei o que te prometi
Não dei o que te deveria dar
Não te soube ajudar
Pois pelos vistos, só te soube magoar

Soube-te apoiar
Á minha maneira
Mesmo que tenha feito
Muita asneira

Mesmo quando me sentia sozinho
Eu sabia que não irias ter
Dificuldades em me encontrar
Estávamos ligados e nada nem ninguém
Iria nos separar

Eu era tão simples
Tinha pouco, mas mesmo assim sentia-me feliz
Podias achar que valias pouco
Mas conseguias por me a sorrir

Mesmo tendo falhado
Tentei dar tudo de mim
Mesmo não tendo sido suficiente
Para evitar o fim

Sinceramente?
Nunca pensei que teríamos um fim
Sempre encarámos de frente
O que estava para vir

É duro
Pois não é a mesma coisa sem ti
O pouco que tenho
Isso devo a ti

Sou tão fascinado por ti
Tão dependente por ti
Como se a minha vida
Girasse á volta de ti

O meu pensamento continua a ser em ti
E aquilo que juntos tivemos
Foste a melhor coisa
Ao longo de 20 anos

Á quase 2 anos
Que te conheci
Á quase 2 anos
Que nunca mais te esqueci

Á pessoas que têm tendência a partir
E outras com o tempo
Apenas na memoria ficar
Mas contigo será diferente
Pois nunca conseguirei te superar


(escrito por volta das 17h, postado as 17:55h)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mate, Kamishini no Yari

Você vai morrer com um buraco no coração. Não era isso que você queria?

Eu sei, que os dias vão passando
Enquanto permaneço no porto
Com esperança
De te ver chegando

Ah coisas, que ninguém pode comprar
Ah coisas, que gostava de ter
Mas vi as passar

Como as coisas que não disse
E sei que dificilmente
Algum dia as irei dizer
Não é por medo
Ou por ter algo a esconder

É porque já não dá para dizer
Já não dá para te contar
Já não dá para te tentar encontrar
Pois saberia que não te iria achar

Sigo o que não quiseste mais seguir
Pois desistis-te sem me aperceber
Deixaste me inconsciente, a morrer

Kamishini no Yari entra
E lentamente me consume
Enquanto a luz ao fundo do túnel desaparece
Já não brilha conforme

Não morro de fome
Nem morro por doença
Não morro aos 20
Muito menos aos 80

Não sou maldito por ter tentado
Sou maldito por ter conseguido
E mesmo assim acabar neste estado

Cai e desta vez não me vou levantar
Se não precisas de mim
Por aqui deixo-me ficar

Enquanto não me sinto fraco
Por ter perdido
Pois a batalha estava ganha
É pena que te tenhas esquecido

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Even, I lost my mind


But you’ll always be my hero
Even though you’ve lost your mind

O melhor da minha vida és tu, Ana Costa


Na nossa história
O futuro parecia tão brilhante
Tão louco, tão fascinante

Na nossa história
Aos teus olhos, eu era perfeito
Era simples e vivi-a o quotidiano

Eras como um poema
Ao qual nunca dei um fim
Lembro-me das tardes
Em que te tinha ao pé de mim

Lembro-me das manhas
Lembro-me das tardes
Lembro-me do seu significado
Lembro-me das despedidas
Doíam um bocado

Lembro-me que te amo
Como nunca amei ninguém
Tive atitudes erradas
Ambos sabemos bem

Era tudo tão simples
E tão dês complicado
Bastava ter-te do meu lado

Vales tanto
Mesmo eu, valendo tão pouco
Sem ti, eu não seria nada
Fica comigo, não te peço mais nada

sábado, 29 de janeiro de 2011

Uma moldura e um mealheiro



Por mais que te queira
Já nao te consigo fazer ficar
Os momentos já nao os posso viver
Mas posso os recordar
Enquanto estas pequenas coisas
Para sempre vou as guardar


Não precisava de ter olhos
Para te ver
Não precisava de ter braços
Para te tocar
Não precisava de ouvir
Para te conseguir acompanhar

Não precisava de nada
Pois tinha tudo
Tinha te ao meu lado
Era um sortudo

A minha sorte acabou
E ao teu lado
Infelizmente já não estou

Precisava e preciso de ti
Mas já não te consigo alcançar
Estas demasiado longe
Se calhar já nem vale a pena, procurar

Vou-me lembrar de ti
Sempre com um sorriso na cara
Mesmo que agora já não seja ninguém
Que não tenha mais nada

Desde almoços
Aos simples momentos
Continuaram aqui todos, cá dentro

A minha alma está cansada
E a meio do caminho parece ficar
Mesmo que te quisesse acompanhar
Tu comigo não querias ficar

A distância vou te vendo
A distância mesmo assim vou te amando
Mesmo que a distância te traga alguém
Mesmo assim arrisco esperando

Deixo-te ir com o vento
Percorrendo um mundo inteiro
Serás quem eu sempre quero
Pois mesmo que já não acredites
O que eu sinto por ti é verdadeiro

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Requiem

Ana Costa, amo-te

And if you go
I wanna go with you
And if you die
I wanna die with you

Take your hand
And walk away

A felicidade
Tara em chegar
Enquanto a dor
É lenta ao passar

Os dias são longos
Frios e côncavos
Enquanto a minha alma
Parece convexa
Não passa duma alma
Torta e incerta

Mais incerta, só se for
Aqueles caminhos
Onde sistematicamente, continuo a passar
São caminhos longos, mas da para pensar

Da para sentir realmente
A tua falta
Como se fosse um espelho, sem reflexo
Partido, sem alma

Os meus gritos
Perdem-se no vazio
São esses gritos
Que me guiam o caminho

És a minha maior vontade
És como um desejo
Que já não é realidade

Já nada é verdade
A única verdade
É que me sinto sozinho
Sem ti na minha vida

És a luz
Que aos poucos, se afastou
És tudo
Mas até isso, o tempo levou

Talvez estejas melhor
Sem mim
Mas continuaras na minha cabeça
Desde o inicio até ao fim

O meu sonho perdeu-se
E a esperança, o sonho com ela levou
Não será a mesma coisa
Pois o tempo de mim
Te tirou

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

For The First Time

És tudo para mim Ana Costa, obrigado por tudo
Amo-te mesmo


Quando ela precisou de mim
Muitas vezes, eu não estava
Até que chegou ao ponto
Em que se fartará

Partiu e eu fiquei
A vê-la partir
Enquanto me arrependia cada vez mais
Por a ter feito desistir

Cansou-se de mim
Cansou-se dos meus fracassos
Só quer ser feliz
E não ter um moço que não dá conta
Dos recados

O moço sente-se sozinho
E abandonado
Mas sabe que será quase impossível
Voltar a tê-la, como teve no passado

A felicidade dela
É o suficiente para ele ser feliz
Preocupa-se com ela
Como se fosse o mestre e a sua aprendiz

As noites ainda choro
E muitas vezes, eu chamo por ti
Queria-te do meu lado
Sem ti sinto-me vazio e deslocado

Foi um misto de loucura e estupidez
Fico triste por te amar
E não conseguir ter

Continuas a ser o meu pilar
Mesmo que já não te tenha
Continuas a dar-me estabilidade
Só gostava de te ter
Pois eu amo-te de verdade

Desistir não desisto
E as minhas costas duvido
Que alguma vez as conseguisse te virar
Só te posso garantir que estarei sempre aqui
Independentemente do que se passar

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

We are broken



When the white flag is open, my heart is broken

O meu coração é teu
A minha vida é tua
Só é pena que sejas a minha vida
E eu nao faça mais parte da tua


Nunca pensas-te
Como seria se nada tivesse acontecido?
Como se pudesses passar uma borracha
E ficar tudo esquecido?

Infelizmente não posso apagar
Nem modificar o passado
Por mais que me sinta culpado
Não consigo viver como se não tivesse nada se passado

Tenho remorsos do mal que te fiz
Da dor que te causei
Quanto a única coisa que queria
Era ter-te feito bem

Por mais vezes que bata com a cabeça na parede
Não é por isso que as coisas vão mudar
Por mais vezes que chore
Não é isso que te iria fazer voltar

Sinto-me sem vida
Sem cor
Sem brilho
Ou até mesmo esplendor

Se calhar o meu mal
Foi nunca ponderar
Que algum dia te podia ter perdido
Que algum dia podias já não me amares
E não te ter comigo

Foi um erro não ter ponderado
Não ter pensado em varias alternativas
Para contornar o final trágico

Sempre foste a minha vida
Mesmo que os meus actos
Parecessem o contrário
Se calhar não me esforcei
Foi o necessário

Não tens culpa
Porque eu é que sempre estive errado
Como seria se nada do que aconteceu
Não se tivesse passado?

Não me arrependo do que vive
E do que acabei por aprender
Arrependo-me foi das atitudes
Que levaram-me a te perder

Do que me vale querer morrer?
Seria o caminho mais fácil
Para não sofrer

Se tiver que sofrer
Que sofra o que merecer
Não me importa
Doa o que me doer

Se desisti?
Estupidamente ou não, mesmo assim
Eu vou acreditando
Mesmo que a esperança diminua
Eu vou pedir a Deus que me deixe tentando